SACRIFĺCIO DE ANIMAIS EM RITUAIS É CRIME E DEVE SER DENUNCIADO


Imagem divulgada nas redes sociais da “Mãe Michelly da Cigana”, que em sua página no Facebook admite sacrificar animais em rituais

Esta imagem de um animal prestes a ser sacrificado em um ritual está circulando nas redes sociais, trazendo a tona novamente a questão da morte de animais em rituais ser ou não crime passível de denuncia de prática de abuso e maus tratos, devido a decisão equivocada do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de uma Lei Gaúcha que permite o sacrifício de animais em rituais religiosos (link da noticia: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp…).

Segundo o entendimento desinformado do STF, em rituais “não se admite nenhum tipo de crueldade com o animal e são empregados procedimentos e técnicas para que sua morte seja rápida e indolor”. O sofrimento de um animal morto em qualquer ritual é óbvio e perceptível por qualquer pessoa. Quem os mata o faz consciente do seu sofrimento. Além disso, o animal ser consumido como alimento após seu sacrifício não é justificativa para sua morte e é conflitante com a legislação sanitária, sendo que somente técnicos podem abater animais, após serem dessensibilizados para que não haja sofrimento, e em local apropriado. Qualquer outro tipo de abate, seja para qualquer fim, é abate clandestino. Em tempo, somos contra qualquer tipo de exploração animal e enfatizamos que um mal não justifica outro.

Lembrando que ser contra crueldades contra os animais nada tem a ver com intolerância religiosa. Religiões de origem africana não necessariamente usam sangue em seus trabalhos. Conhecemos muitos Terreiros de Umbanda que praticam somente o bem e caridade (que deveria ser o fim de toda prática religiosa), onde não se mata ou se usa sangue de animais. Além disso, outras religiões que não são de origem africana, sacrificam animais em rituais.

Segue novamente texto do Professor Giancarlo Trevisan, divulgado anteriormente, que reflete o que acreditamos. Oramos para que a consciência dos que ainda praticam crueldades contra os animais seja tocada. Enquanto isso não ocorre, as ações de combate ao crime de maus tratos aos animais continuam. A decisão equivocada do STF em nada muda o andamento das providências que devem ser tomadas pelas autoridades pela prática deste crime. Caberá aos Juízes julgar os casos de maus tratos que se escondem atras da liberdade religiosa, com o rigor da lei, respeitando a nossa Constituição Federal em seu Art. 225.

“Sacrificar animais não é uma questão religiosa, pois nenhuma força superior, seja qual for seu nome, ficaria feliz com a morte de uma de suas criaturas, principalmente em rituais de sacrifício.
Matar é matar, seja morte assistida ou “com muito amor”, como dizem alguns dos assassinos travestidos de religiosos.

Deus, sendo Criador da vida, é o primeiro a protegê-la em todas as formas que se manifesta.

* Alguns de nós ainda não perceberam que a sociedade evoluiu, que paradigmas foram quebrados, que deuses não mais esperam rituais e que para demonstrar agradecimento, reverência ou fé, devemos nos sacrificar a nós mesmos, fazendo renúncia voluntária, sendo pessoas melhores, com atitudes melhores, construtivas e coerentes.

** Não precisa ser religioso para entender que sacrificar animais é um completo absurdo e que nenhum dos deuses adorados por pessoas que os sacrificam espera este tipo de atitude, nem concorda com isto.”

Autor: Professor Giancarlo Trevisan, Pesquisador Espírita e Poeta (em 01-04-2019)